Offshore

Engenheiros do mar

Um período marcado pelo domínio das atividades offshore e por um contexto econômico favorável

O final dos anos 1970 e o início dos 1980 foram marcados por novas oportunidades de negócio para as companhias ligadas ao segmento de óleo e gás. Depois de explorar a Bacia de Sergipe e concluir que as reservas de petróleo estavam aquém de suas necessidades, a Petrobras começou a perfurar poços na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

A descoberta do Campo de Garoupa, em 1974, despertou na multinacional maior atenção para a Plataforma Continental. Em 1977, a intensificação das pesquisas agitava o mercado internacional: investidores estrangeiros começaram a desembarcar no Brasil, interessados em formar consórcios para a construção de plataformas.

“Sabíamos pouco sobre indústria offshore, era um assunto novo para nós”, conta o Diretor de Desenvolvimento Tecnológico Toshiwo Yoshikai, que havia chegado pouco antes à UTC para trabalhar na área de engenharia de projetos. Na época, a maioria dos contratos em execução era nas áreas de refino, química e petroquímica, e pouco se sabia sobre construção e manutenção de plataformas em alto-mar.

“Dominávamos as atividades de projeto, que eram mais complexas e envolviam reações químicas, catalisadores, corrosões…”, enumera. Nas plataformas, os processos tendiam a ser mais simples, pois significavam basicamente a recepção, o tratamento e a separação do petróleo e do gás e o seu transporte até a terra. “Entretanto, os volumes eram enormes e envolviam cálculos meticulosos de peso e espaço. Tratava-se de um assunto desafiador.”

Namorado 1

A UTC soube aproveitar o momento. Depois de firmar consórcio com a inglesa Worley Engineering, ganhou a concorrência para o Projeto Básico e para o Detalhamento da plataforma Namorado 1 (PNA-1). O Projeto Básico foi realizado nos escritórios da Worley, na Inglaterra, com a participação de engenheiros da UTC. Mas, antes do detalhamento no Brasil, a Petrobras decidiu aumentar a capacidade da PNA-1, e isso obrigou a UTC a refazer o projeto básico, com a assistência de alguns especialistas da Worley, o que deu à empresa a oportunidade de rápida capacitação em projetos de plataformas offshore.

Depois de Namorado 1, surgiram concorrências para projetos e construção de novas plataformas, como Pargo, por meio de um consórcio da UTC com a Araújo. Para a fabricação dos módulos, a empresa ergueu um canteiro em Aratu, na Bahia. Os investimentos foram altos, mas se justificaram pela demanda por novos serviços, como a assinatura de contratos para a construção de quatro módulos e dois flares para as plataformas Cherne 1 e 2.

Hook-up

A complexidade dos empreendimentos offshore foi preponderante para as equipes de projetos da empresa nos anos 1980. Nesse período, surgiu a demanda por operações de hook-up, como são chamadas as interligações entre os módulos instalados nas plataformas em alto-mar. Eram trabalhos que exigiam complexa operação, com balsas guindastes para transporte de módulos e helicópteros para conduzir o pessoal às plataformas em instalação no mar.

Em 1983, a UTC Engenharia firmou um consórcio com a brasileira Tenenge (hoje Odebrecht), com a Mattew Hall, da Inglaterra, e com a Heerema, da Holanda, para realizar o hook-up de três plataformas: Namorado 2, Cherne 1 e Cherne 2. Em decorrência da necessidade de uma base de operações no Rio de Janeiro, a UTC e a Tenenge instalaram um canteiro em Niterói, onde foram construídos escritórios, oficinas de pré-fabricação de tubulações, almoxarifado e central de utilidades. Mais tarde, o canteiro passaria a pertencer somente à UTC e seria transformado em núcleo da área de construção offshore: a atual Base de Operações Offshore Niterói.

A UTC Engenharia passou a ser uma das empresas de maior visibilidade na época. O reconhecimento viria em 1985, com o 1º Prêmio Petrobras de Qualidade, que atestou sua competência na execução dos projetos e abriu portas para novos e importantes contratos. “Nessa época, a Petrobras já contratava por meio da modalidade EPC, em que nossa atuação se tornava executiva e gerencial. Em resumo: crescemos aumentando nossas responsabilidades”, conclui Toshiwo.

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