A Plataforma P-53, primeira unidade marítima do Campo de Marlim Leste, começou a operar nesse domingo (30). Localizada a 120 quilômetros da costa de Campos dos Goytacazes e ancorada a 1.080 metros de
profundidade, a unidade terá capacidade de produzir 180 mil barris de petróleo pesado ( 20 graus API segundo a Agência Nacional de Petróleo ) e seis milhões de metros cúbicos de gás por dia.
Interligada a 21 poços - 13 produtores e oito injetores - o petróleo produzido será escoado para o continente através da Plataforma de Rebombeio Autônoma ( PRA-1 ). Com investimento total de US$ 1,4
bilhão, as tecnologias utilizadas são destaques da unidade. Entre elas está o sistema Turret - torre receptora das linhas flexíveis de produção, injeção, oleoduto e gasoduto e das linhas de ancoragem -
com 26 metros de diâmetro e capaz de receber 75 linhas flexíveis ( risers ).
Outro fator que chama a atenção é a utilização de 75% de conteúdo nacional. Na construção, destaca-se o número de empregos gerados, sendo 4.500 diretos e 15 mil indiretos, dentro do Plano de Aceleração
do Crescimento (PAC), do governo federal.
Construída a partir da conversão do navio português Setebello, a P-53 foi a primeira plataforma montada integralmente no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, que será base para outros projetos da Petrobras. A próxima obra a ser realizada no porto gaúcho será a P-55.
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